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Rota Galega a Santo Amaro
Santo Amaro, o peregrino, foi um santo lendário da Península Ibérica, padroeiro dos ferroviários e dos Galegos em Portugal. No século XVI, foi erigida em sua honra a Capela de Santo Amaro, sobranceira ao Tejo, e Monumento Nacional desde 1910.As origens da sua fundação são incertas e várias as lendas que relatam o momento fundador.
Poderá ter sido por trabalhadores galegos, habituados a calcorrear grandes extensões, carregando barris e outras cargas, necessitando para tanto, de força braçal e de membros locomotores resistentes e que terão instituído Santo Amaro como protector dos enfermos de braços e pernas. Os séculos XVI e XVII ficaram marcados por milhares de galegos que chegavam à capital, em busca de trabalho.
Outra lenda aponta a fundação a 14 frades da Ordem de Cristo, regressados de peregrinação a Roma e que ali iniciaram o culto ao santo peregrino. Tanto Santo Amaro – mostrado sem braços nem pernas - como a Ordem de Cristo estão representados por um notável conjunto de azulejos polícromos renascentistas e tardo-maneiristas. Destacam-se também, neste templo de planta centralizada, três portões de ferro forjado do séc. XVIII.
Subindo a Calçada de Santo Amaro, observam-se pequenas casas com mansardas, cujas fachadas estão catalogadas de Interesse Público. Terão sido edificadas em finais do século XVIII e princípios do século XIX, pelos Galegos, cuja presença em Portugal se tornara muito relevante. Conta-se que em 1801, uma proposta de expulsão não teve seguimento por oposição do Intendente da Polícia, porque mandá-los embora significaria não ter “quem servisse as cidades de Lisboa e Porto”. Aponta-se para cerca de 80 mil galegos a viverem no nosso País, pelos finais do século XVIII e, não esqueçamos, no rescaldo do terramoto de 1755.
E se a zona Sul era a ocupada, pelos trabalhadores, a zona a Norte da Capela foi a escolhida pelos nobres e burguesia rica da época. São sinais disso os palácios, nomeadamente do Conde Valle Flor, onde actualmente funciona um Hotel.
Não é por acaso, que aos pés da Capela de Santo Amaro, na Rua 1º de Maio, existe o Museu da Carris. Mais uma homenagem ao Santo padroeiro dos ferroviários.
Os Itinerários Temáticos são uma iniciativa da Câmara Municipal de Lisboa levada a cabo pela Divisão de Programação e Divulgação Cultural. São gratuitos mas é necessária inscrição.
Para mais informações visite www.agendalx.ptou pelo e-mail Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar. ou Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

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Marvila, Freguesia Solidária